Olha a idiotice aí geeeeeente!

Neste momento estou me lambuzando com um farto prato de fezes. Fezes de velho, bem molengas e com grãos inteiros de milho no meio. Nojento? Nojento é vestir uma regata suja chamada 'abadá' e correr atrás de um trio elétrico ao som de Chiclete com Banana. Aliás, Chiclete com Banana? Excelente escolha de nome, é tão desagradável quanto a música que toca.

Carnaval chegou. A festa mais podre e sem sentido que poderíamos ter. Historiadores dizem que iniciou-se na Europa e, posteriormente, chegou ao Brasil. Algo que eu não acredito, porque quando portugueses chegaram estávamos em época de carnaval, o que mais foi visto aqui a 511 anos atrás foram pessoas nuas.

Segundo a Wikipédia essa festa tem origem religiosa. Com certeza! Muito divino chapar o coco, rebolar sem roupa e foder no meio da rua. No Natal, você comemora o nascimento de Cristo. Na Páscoa, você comemora a ressurreição de Cristo. E Carnaval, você comemora o que? A orgia de Cristo com os discípulos? Ah, sim! Vai me condenar a ir pro colo do capeta por ter dito isso. Qual a tua próxima decisão? Mandar pro céu o o pessoal que chapou o coco, rebolou sem roupa e fodeu no meio da rua?

Esse ano tivemos uma surpresa desagradável, houve um incêndio na Cidade do Samba. Torço pra que encontrem os responsáveis e que sejam tomadas providências mais do que necessárias, como a parabenização destes indivíduos e até mesmo a entrega de uma placa de "honra ao mérito".

Mas as escolas de samba atingidas se recuperaram. "Escola de Samba". Outra excelente escolha de nome. Assim como as Escolas Públicas, é cheia de ignorantes. Houve uma grande ajuda de custo por parte do governo do Rio. Algo que vejo como a melhor medida a ser tomada, até porque uma cidade como Rio de Janeiro que não tem problemas de habitação, segurança e educação deve gastar fundos com carros alegóricos e fantasias de pena de pavão. Valeu Eduardo Paes!

Calma, eu sei que estou esquecendo de dar méritos a outro fator que também colaborou muito com fundos para bancar esta maravilhosa festa: o tráfico. De vez em quando rola uns desafetos, como em 2004, quando o presidente da Mangueira foi assassinado, decapitado e queimado por traficantes locais, mas não é uma coisinha dessas que vai estragar essa linda parceria. Agora você entende porque tem tanto ator da Globo na Sapucaí. Esse ano até pensaram em fazer um carro alegórico pro Fábio Assunção, mas com certeza ia travar na avenida.

O tráfico movimenta o Carnaval. Os gringos vem pro Brasil nessa época pra festar e se envolver com droga, exemplo disso foi o ator Jude Law que chegou e já deu um selinho na Hebe. Taí, achei o lado bom dessa putaria liberada. Ela movimenta a economia. E de maneira que eu considero genial.

Na Bahia, movimenta os cofres de cantores e bandas escrotas. Ou você acredita que Léo Santana sobrevive vendendo cd? Aliás, eu duvido que exista alguém que já tenha comprado um cd de axé. Em São Paulo e no Rio, o Carnaval tem grande função econômica e social: ele traz novos minutos de fama a ex-BBB's, affairs de jogador de futebol e apresentadoras que estão na geladeira televisiva.

Sem contar os outros inúmeros mavaravilhosos benefícios do Carnaval. Ele rende dinheiro ao cirurgião que implanta silicone em mulher-fruta. Resulta em vagas de gari pra limpar o mijo e a bosta que o povo deixa na rua. Promove a prostituição. E eu falo da prostituição democrática: da cafetina velha a criança indefesa. Olha a pedofilia aí geeeeeente!

E o mais bacana deste retorno comercial é que ele também existe a longo prazo. É só ver nos próximos nove meses a galera que vai gastar com pré-natal, enxoval pra bebê e serviço de parto. Lá pra novembro que os frutos de marchinha, bebida alcoólica e camisinha furada chegam, quer um exemplo? Este com vos fala.

É por isso que eu digo: Carnaval? Eu torço pra Vai-Vai. Vai-Vai pro inferno tudo essas porra carnavalesca!



Escrito por Paulo Batistella às 02h18
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Aqui tem um bando de podres.

A notícia é Ronaldo parou de jogar. Estranho, até porque pra mim notícias costumeiramente são coisas inéditas. O Fenômeno aposentou. Fenômeno? Segundo a Wikipédia o significado dessa palavra é 'algo que pode ser visto'. Aí fica a dúvida, se o Galvão se referia ao futebol do Ronaldo ou a barriga dele.

Barriga não! Desculpa. Ele tem uma doença: gula, quer dizer, hipotireoidismo. Hipo. A doença tá comparando o Ronaldo a um hipopótamo, ou seja, eu tenho licença para falar dele. Engordou por causa disso. Ele ia se tratar, mas o consultório ficava em cima de uma padaria. O sonho de continuar no futebol foi substituído por outro sonho.

E o que eu não entendo é o fato de num dia dizerem que ele tem a tal doença que faz ele engordar e no outro o médico do Corinthians assume que era mentira. Mas que merda é essa? O Ronaldo é uma espécie de pinóquio? Só que ao invés do nariz, é a teta que cresce.

Dias depois a aposentadoria, o gordo foi convidado por Geraldo Alckimin a participar do comitê da Copa. Ótima medida do governandor, o coitado tava mesmo precisando de um emprego, imagine só se um rapaz de 34 anos milionário fica desempregado. Isso não pode acontecer. Com toda certeza creio que foi visto no Ronaldo a capacidade de administrar a realização da Copa em São Paulo, nem sequer passou pela cabeça do governandor, do partido e assessores o fato de que contratar ele seria uma grandíssima medida populista que visa simplestemente angariar votos de pessoas que simpatizam com o jogador. Seria até maldade a gente achar que foi isso.

Quando me dizem que Corinthians não é time, é religião, eu juro que acredito. Aliás, é uma religião muito parecida com o Islamismo. Os torcedores fanáticos são verdadeiros xiitas, burros e sem quaisquer senso crítico; os fiéis dos dois lados, em sua maioria, têm péssimas condições de vida; e assim como a religião teve uma pessoa que fudeu com a vida de muitas outras, Osama Bin Laden , o time também teve, Luiz Inácio Lula da Silva.

O Ronaldo é artilheiro de Copa, fudeu joelho e volto joga, ganho tudo quanto é troféu, isso eu reconheço. Ele foi um craque, um grande jogador. Mas isso não é motivo pras pessoas ficarem passando a mão na cabeça dele diante de qualquer merda que ele faz. O Ronaldo sai pros balanga-teta e come três traveco, "coitado, tá passando por uma fase difícil". O Ronaldo falta nos treino e vira uma bigorna, "coitado, tá passando por uma fase díficil". O Ronaldo estupra um cachorro, "coitado, tá passando por uma fase difícil".

PORRA! Fase difícil é ter que acordar 4hrs da manhã pra andar uma hora de trem, passar doze linhas no metrô, pegar três ônibus lotados e andar mais dois km pra poder trabalhar 8hrs, aguentando um chefe chato e recebendo no fim do mês dois salários mínimos. Fase díficil é ter só esses dois salários mínimos pra enfrentar conta de luz, telefone, água, comprar comida, roupas pras criança, ir no jogo do Curintia e quitar a 79º parcela do Fusca. Essa parte sobre contas foi o Julius, pai do Chris, quem me inspirou a escrever. Fase difícil é matar o Bowser, salvar a Princesa Peach, conquistar mil moedas, jogando com o Luigi, restando apenas uma vida e tendo apenas 5 minutos pra passar.

Diz aí pra mim, que eu sou um pouco burro, sim, além de ser cusão por falar do Ronaldo, sou burro. Diz aí qual foi a última vez, se é que já existiu uma primeira, em que a mídia e as mesmas pessoas que passam a mão na cabeça de jogador de futebol disseram "coitada da Escola Pública, tá passando por uma fase difícil" ou então "coitados de nós, estamos na mão do Sarney faz mais de 50 anos". Diz pra mim, por favor, quando foi que um do bando de loucos reuniu geral pra dizer "Manos, como nóis é louco pa caraio, vamo faze uma doidera meo! Mas tem que ser doido mesmo pra entrar nessa. Olha lá, ein! Vamo estuda, reinvindica nossos direitos e acabar com a miséria do mundo! Pronto, falei. Quem tá comigo?".

Por ter citado o coroné do Maranhão, vou contar uma breve história relacionada a este estado. É sobre um sujeito que veio pra cá onde moro a trabalho. Ele morava no Maranhão, próximo a divisa com Piauí. Um "gato", tipo de coiote brasileiro, foi com um ônibus até sua cidade, oferencedo ida gratuita a São Paulo Capital, promotendo moradia, alimentação e ofertas de emprego com salário de 1200 reais. Resultado: ele veio parar em Álvares Machado, ficou numa espécie de albergue, tinha garantida uma refeição no serviço, a oferta de trabalho era servente de pedreiro, recebia 20 reais por dia de serviço, mas o primeiro salário foi quase inteiramente gasto pra quitar a dívida da passagem que deveria ser de graça. Depois de três meses, resolveu voltar pra sua cidade, numa viagem de três dias pegando ônibus e balsa, pois sua esposa de 18 anos o esperava pra que eles continuassem juntos tentando sobreviver.

E você deve estar certo de que esta história é inventanda ou alguma lenda de semi-escravidão do século 18. Bem que eu queria. Eu conheci o sujeito e veja só, eu não vivo no século 18! O nome dele é Joílson, pra descolar uma grana ele fez um programa com meu pai, digo, ele ajudou na minha mudança de casa e acabou ficando amigo da minha família, principalmente, do meu pai. Por coincidência, ele veio se despedir justamente no dia em que escrevo este texto.

É isso, caro gafanhoto da montanha que bravamente lê este texto até aqui, saiba que é neste país podre que você vive, onde o coitado que merece respeito é o jogador milionário que tem desdenho por quem o tanto venera. E nesse planeta podre que você vive. Eu, você, todo mundo, todo mundo é podre aqui.  Então, só peço um favor: ignore. Porque é isso que nosso bando de podres sabe fazer.



Escrito por Paulo Batistella às 23h09
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Sou universitário.

Consegui minha vaga na universidade. Depois de muito esforço, horas de estudo e um vestibular do sofá com o reitor, eu consegui. Estudarei Comunicação Social na UFRJ. O nome é em homenagem ao fundador, nobre senhor Ubirajara Fagner Rabelo Javier. Mentira, é só abreviação de Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fica no Rio de Janeiro. "Dãã! Claro que sim, seu idiota", pensou você. Eu quis dizer que fica na cidade do Rio de Janeiro. 

Algo muito estranho é Rio de Janeiro ser a capital do Rio de Janeiro. O nome da cidade capital ser o mesmo do estado. Algo que também ocorre em SP. Se você parar pra pensar, vai perceber que é um ciclo sem fim: Rio de Janeiro é capital do Rio de Janeiro, que é capital do Rio de Janeiro, que é capital do Rio de Janeiro, que é.. Uma certa falta de criatividade, diferente do Pará, por exemplo. Pois Belém é a capital do Pará, que é a capital do Calypso, que é a capital do inferno, fim.

Existe uma coisa que percebi melhor agora que socializei com pessoas do Rio, é a tal richa Paulista vs Carioca. Que, na verdade, é Paulistano vs Carioca. Porque a briga é São Paulo Capital vs Rio de Janeiro Capital.  Eu não vivo essa briga, eu não faço parte dela. E duvído que algum carioca me inclua nela. Ou você já viu algum dizer "Puta que o pariu, odeio esses cara de Álvares Machado!"? Não, isso nunca aconteceu e nem vai acontecer. Porque eles nem sabem que eu existo, logo, não podem me odiar. Então, entendam: o Interior está pouco se fodendo se você é Paulistano ou Carioca. A influência que sofremos de São Paulo é pouco maior ou igual que a do Rio de Janeiro.

Bah, vou fazer Comunicação e pretendo me habilitar em Jornalismo. Serei jornalista. "Dãã! Claro que sim, seu idiota", pensou você novamente. E dessa vez com razão. Só quis frizar a profissão: jornalista. É porque queria fazer comparações com outras profissões. Tpw, eu serei jornalista, algo que lhe é útil, você precisa de um cara que execute a função desse profissional. Até porque duvído que você tem um parente no Egito que te ligou dizendo que a coisa lá tá "braba". Não, você viu na TV. Taí, pude exemplificar a necessidade da minha profissão. Mas tem profissões que não têm essa mesma importância, como, por exemplo, modelo de desfile de moda.

O que faz o ou a modelo? Veste uma roupa que você vai adquirir. Ou seja, você está comprando algo que ira usar mas não é você quem está provando. Pra quem não entendeu o que quis dizer, vou explicar melhor com uma pergunta. Qual foi a última vez que você foi a C&A, pegou uma blusa, chamou a vendedora e teve o seguinte diálogo com ela: "Adorei essa blusa". "Ai que bom, o provador é logo ali".  "Não, não. É pra mim mas não vou vestir. Faz favor, chama a Fernanda Lima aqui pra eu ver como é que fica!"?

E pra mim modelos possuem tamanho descrédito, pelo fato de influenciar pessoas feias. Tpw, se a Ellen Roche veste uma fantasia do Bozo, pra mim, ela continua gostosa, porém, isso faz uma feia pensar que se vestindo de Bozo também irá ficar gostosa. E o problema maior não é a fantasia do Bozo, que condiz com seres desprovidos de beleza, é se a Ellen Roche veste um biquini fio-dental e isso, novamente, influencia a coisa feia já citada.

Outra profissão que desconsidero é a de professor de física. Porque você pega tua prova de física e tem algum exercício como este retirado da Olimpíada Brasileira de Física de 2006: "Dois estudantes decidiram medir a velocidade das águas de um rio usando apenas uma trena e conhecendo o valor da aceleração gravitacional." Por favor, pelo amor de Deus, quando? Quando!? Quando dois estudantes em sã consciência decidem medir a velocidade das águas de um rio usando apenas uma trena e conhecendo o valor da aceleração gravitacional? Existe em qualquer lugar do Universo seres tão desocupados e filhos da puta a ponto de querer fazer isso?

Eu sou mais compreensivo com Hitler do que com pessoas assim. Sem contar que exercício de física sempre tem aquelas observações: "Desconsidere o atrito com o ar, desconsidere o volume do rio, desconsidere o pH da água e desconsidere o empuxo exercído pelos peixes". Então, aproveite e já desconsidere o exercício e quem o fez, o professor de física.

Fazia tempo que não escrevia aqui. Escrevi meio sem uma ordem certa de raciocínio, falei de Rio de Janeiro, modelo e exercício de física num mesmo texto. Mas esta é a notícia: sou universitário. Espero que você respeite minha dor, porque a Universidade é Federal, o Curso é Cinco Estrelas e o Campus é de frente pro Mar.

 



Escrito por Paulo Batistella às 06h36
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Natal! Pff, que merda.

Foi-se o Natal. Dia do aniversário de Cristo, no qual os cristãos comemoram recebendo presente, comendo peru e tirando foto com Papai Noel. Ou seja, no nascimento de Jesus, todos estão pouco se fudendo pra ele.

A data é comercial, assim como Páscoa, Dia das Mães e outros dias especiais. Você sabe disso e qualquer texto de internet diz a mesma coisa. Mas é impossível não comentar, o Natal marca mais a superficialidade de datas comemorativas, porque no dia de Cristo, o cara que pregava a igualdade, o que impera é o capitalismo.

Você liga a televisão e vê o Zeca Camargo e a Patrícia Poeta indo até a favela presentear uma criança e, deste modo, fazendo com que o Natal dela seja mais feliz. Tá, mas e daí? O salário deles ainda é 32 vezes maior que o do pai do muleque. A ceia dos globais e de outros privilegiados continua sendo mais farta do que toda a comida que chega na mesa do menino em um ano.

Concordo que aquele criança que ganhou um carrinho ou uma boneca vai ser mais feliz, mas e daí? Feliz em relação a situação de antes. " Porque antes eu não tinha nada, agora tenho nada e um carrinho. Sou mais feliz". Mas será que só isso é o bastante pra esse ser humano ter uma vida digna?

A sociedade em que vivemos é desigual, e necessita de argumentos para que está situação injusta se mantenha. Existem ricos e pobres, privilegiados e fodidos, indivíduos em oposição. Mas todos eles buscam felicidade. E ela é argumento maior contra quaisquer coisa. Então sempre estamos dizendo que somos felizes para acreditarmos que somos plenos em nossas vidas.

Precisamos acreditar que somos felizes, criamos comparações. Por mais fodido que você seja, tenta encontrar alguém em pior situação, para, deste modo, acreditar que é feliz. O menino que ganhou o carrinho de Natal exemplifica isso. Ele está na merda, mas agora tá na merda com um carrinho, logo é feliz.

O homem cria comparações sempre pra se autoafirmar e acreditar que está feliz. Ele nunca, eu disse nunca, vê que o estado do outro é pior e, posteriormente, tenta ajudá-lo, não, ele apenas observa e se sente feliz. A comparação representa a desigualdade, é uma espécie de consolo, ela é tão agradável a nós, pois queremos viver para sermos felizes e ela nos promove a falsa imagem disso. Ela é necessária ao homem, precisamos viver e acreditar que somos felizes.

Datas comemorativas são o ápice da falsa felicidade. No carnaval, todos são brasileiros e felizes. Você está dançando, pulando, bebendo, está em uma situação melhor do que a de antes e melhor do que de um outro indivíduo que está por exemplo internado no hospital, ou seja, você está feliz.

Nascemos para viver e ser feliz. Mas vivemos num meio desigual, injusto, como ser feliz assim? Encontrando um ponto de vista em que você está por cima nessa desigualdade. Criando uma falsa realidade. Acreditando que tudo é relativo. Acreditar nisso é rejeitar o que é amplo: a verdade. Fazemos comparações com quem está na pior, criamos o jeitinho brasileiro pra se promover e ficar por cima, vivemos reinventando modos de acreditar numa mentira.

O homem faz de tudo, mas para se manter em melhor situação. Não passa na cabeça dele em momento algum a idéia de fazer de tudo para acabar com a desigualdade, com a injustiça.

A mentira é mais cômoda, simples e fácil de aceitar. A verdade não, ela fere, estampa em nossa cara os nossos defeitos, a merda da humanidade, toda nossa podridão. Então vivemos na mentira. E o Natal representa isso: a mentira. É mentira que somos todos amigos, todos felizes, irmãos, estamos em paz, que o mundo é perfeito e outros blá blá blá natalino.

É só ver o símbolo mais famoso do Natal, o Papai Noel. Pura mentira. Ah, o bom velhinho, não se esquece de ninguém. Bá, besteira. Papai Noel não existe; está pouco se fudendo com o espírito do Natal, só quer o salário mínimo que o produtor do shopping vai dar pra ele no fim da semana; e ele também está pouco se fudendo com seu comportamento e suas notas durante o ano, o único requisito pra ter presente é ser rico. Ou seja, Papai Noel é como a sociedade: fútil, hipócrita e elitista. 

Jesus se dizia o Caminho, a Verdade e a Vida. Ah, ele se dizia Verdade, deve ser por isso que estamos pouco se fudendo pra ele no dia 25 de dezembro.

Estamos vivendo na dita Terra de Cego, mas nessa aqui o Rei é o que menos enxerga. Por isso prefiro ser o Bobo. Pago de palhaço, ninguém me dá atenção mas vou continuar falando o que você diz ser besteira.

 



Escrito por Paulo Batistella às 15h26
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Crítica de cinema.

Adoro filmes. Principalmente, os nacionais. O último que vi foi "Brasileirinhas e a Princesinha do Anal". Hehe, brincadeira. Era "Rainha da Chupeta". Mas então, adoro filmes. De preferência os mais idiotas, porque o que é idiota me diverte. Com excessão de mim. O pior que já vi foi "Didi Quer Ser Criança".

Didi tem 70 anos, trabalha numa fábrica de doces, tem um amigo de uns 12, encontram balas mágicas, elas fazem com que um fique criança e outro adulto. Tá, imagine que isso é possível para analisarmos o quão merda é este filme. O Didi tem 70 anos, ele não é um adulto, ele é um velho! Mas quando a criança chupa a porra da bala, ela não fica com 70 anos, mas 20.

E por que um quer ser criança e o outro adulto? O Didi quer brincar e se relacionar com uma amiguinha de 10 anos. Ou seja, ele é um véio-rola que quer pedofilar uma criança. E quem encena a menina não é a filha dele. Porque ele sabe que ele é feia. E a filha dele, em todos os filmes, só aparece no fim vestida de anjo. Bom, Sammael era um anjo.

Voltando a estória, o menino quer ser adulto pra comer uma namorada gostosa do Didi. O Didi tem 70 anos, é feio e se porta igual um retardado, mas namora uma loira, 1,80m e gostosa. COMO??? Se pelo menos ele tivesse dinheiro, mas não! Ele trabalha numa fábrica de doce. Gostosa dando moral pra cearense só em filme do Didi. O menino tem 12 anos, quer furar o olho do amigo, toca uma música no violão e pega a loira. Ou seja, o filme tem como elenco um véio pedófilo, uma criança fura-zóio e uma loira puta.

E outras questões não foram levantadas. Onde está a família deste menino que virou adulto? Ele vai chegar em casa e dizer "Oi mamãe, meu pênis cresceu 9 centímetros mas ainda sou o Juninho"? E os documentos? RG e CPF datam uma criança no ano 2004 nascida em 1954? E o menino que virou adulto ainda paga meia no cinema? E o Didizinho, ainda pode dirigir? E ainda continua sem ter ereções?

E eu fico me perguntando: por que produzir um filme assim? Por que aceitar dirigir um filme desses? Por que participar de qualquer maneira de uma merda como essa? Por quê? Por quê? Por quê? Só há uma resposta. Cheguei a ela devido uma mente brilhante, chamada Alborghetti. Sábio, grande pensador, diria ele "Enfia o dedo no meu rabo, ai, não, num enfia o dedo no meu rabo não, tá doendo, tá doendo". 



Escrito por Paulo Batistella às 01h28
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Sete vidas é pouco.

Estive relembrando as vezes em que quase morri. Não sei exatamente o que é a morte, mas sei que já cheguei perto. Vamos então relatar estes grandes feitos. Por ordem cronológica pra dar aquela emoção.

Minha mãe conta que em seu 11º mês de gravidez caiu de costas de uma daquelas cadeiras giratórias, correndo grandes riscos de sofrer um aborto espontâneo devido a queda.

No dia em que eu nasci, a bolsa dela rompeu e o líquido presente em sua barriga esvaziou-se as 17hrs. Algo tranquilo desde que o parto tenha ocorrido antes desse horário, mas eu nasci as 21hrs30min. Não morri por milagre e tive grandes chances de ficar retardado. Fiquei.

Aos 6 meses descobriu-se um tumor no meu pescoço. Por sorte, ou melhor para o azar de muitos, era benigno e após uma cirurgia fiquei bem e sobrevivi.

Com três anos, em uma viagem ao balneário da represa de Martinópolis, tomei alguns goles de um líquido presente em um garrafa, achei que era água, mas era álcool de limpeza. Mais uma vez sobrevivi. Coisa que não aconteceria caso eu tivesse bebido da limpa água do balneário.

Fiz quatro anos, sossego? Não. Na casa da minha vó, na bela e pacata Jamaica, sim, minha vó mora em um distrito chamado Jamaica, mas ela não ouve reggae, não tem dread e fuma maconha. Er, quer dizer, ela tem dread. Então, continuando, abri o portão, daqueles de correr com barras de ferro e lancinhas na ponta, entrei pra dentro, fechei o portão, e o mesmo caiu, me levando ao chão, de testa no cimento. Nenhum galo na cabeça. Uma granja inteira. Mas, to aí pra contar esta linda estória.

Seis anos. Andando na minha linda bike. Bati na lateral traseira de um carro. Fui lançado alguns metros. A bicicleta perdeu-se. E eu continuei vivo.

Sete anos. Viajei pra Araçatuba. Estavamos eu e minha mãe no hotel, enquanto meu pai estava a tratar de serviços. Minha mãe assistia TV, fui até a sacada, primeiro andar, me pendurei e por pouco cai, minha mãe me segurou.

Com oito anos fui além. Escorreguei no meu quarto, o piso estava liso devido minha mãe ter passado pano, bati a cabeça na escrivaninha. A escrivaninha perdeu a quina e eu perdi o dia tomando bronca da minha mãe. É, não foi lá um risco de perder a vida. Mas tempos depois tentei descer de uma rampa de skate, cai de cabeça. O que importa é a manobra, que eu não consegui efetuar e que nem sei qual era.

Por uns tempos sosseguei. Mas aos 15 retornei em bom estilo. Me divertindo em uma cachoeira de Maranduba. Não cachoeiras daquelas de vinte metros da altura. Aquelas com alguns lagos e quedas d'água. Enfim, fui tentar fazer babaquice, escorreguei da pedra, desci uma queda que não deveria, afundei em um buraco de água, vi a luz mas não entrei. Sai vivo mas meu pai quis me matar.

Também teve a recente vez em que quase fui atingido na nuca com uma manga Adem, ainda verde e bem grande. Por conta de brincadeiras sadias com os amigos.

Essas foram algumas vezes, sem contar outros casos como a vez em que pisei num prego enferrujado. Ou quando cortei o lado da barriga em um pedaço de lata dentro do rio. Ou as 17 vezes que raspei o mesmo cotovelo direito caindo de skate. Ou quando quase perdi meu segundo dedo do pé direito, contando de fora pra dentro, por ter pisado em uma pedra muito pontiaguda. Ou também quando fui colher um maracujá, mas as ramas estavam enroladas num arame farpado e quase fiquei cego. Também quase fiquei cego quando furei o canto do olho com uma planta parecida com babosa. Teve a vez que tentei dar um incrível RL com a bike e cai de boca no chão. E por pouco não sobrevivi quando assisti o dvd 10 anos de Calypso. E também tem as frequentes vezes em que sou "acelerado", em outras palavras "ameaçado", por fazer piadas e brincadeiras de mal gosto mas que pelo menos eu adoro.

As chances de eu ser o Magaiver são muito grandes. Mas tudo isso é porque nasci em novembro. Nove meses antes, carnaval. Sou fruto de marchinhas, bebidas e falta de preservativo. Se por tão pouco nasci, não vai ser por pouco que vou morrer.



Escrito por Paulo Batistella às 01h07
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A moda é ser moda.

Coisa que odeio é moda. Não que eu use bermuda e meias pretas cano longo. Mas também não sou mais um babaca que usa moicano ou franja a'lá Justin Bieber pra pagar de bonitinho. Até porque nem se eu fizesse isso eu ficaria bonitinho. Existem certas atitudes de pessoas modas que me enojam. Porque são pessoas tão fúteis, sem qualquer conteúdo. Aliás, eles têm conteúdo: fezes.

São pessoas fáceis de serem identificadas. É aquele que vem com aqueles papinho de viver intensamente, aproveitar cada momento e esse blá blá blá todo. Pau no cu do seu carpe diem. Fica procurando poesia bonitinha no google pra botar no perfil do orkut.

Isso quando não coloca um texto do Charles Chaplin. E acredita que o mesmo é americano. Ou diz que Bob Marley é um cara foda, que quer fugir da Babilônia, quer viver na Jamaica. E acha que este país fica na África.

É o cara ou a mina que usa óculos new wave, diz ter nascido na época errada e que compra camiseta de banda sem nem ao menos saber o nome de um álbum dos caras. São as mesmas pessoas que usam camisetas do tpw "I ♥ NY", e a gente sabe que 90% dessas pessoas, no máximo, foram pra Praia Grande, ficaram numa kitnet suja e se alimentaram de miojo por uma semana.

Adoram personalidades de esquerda e revolucionárias como Che Guevara mas o ato mais transgressor que cometeu foi tomar Toddynho sem agitar. Sem contar os mestres do saber político, que carregam a bandeira do proletariado, fazem menção ao coquetel molotov, recriminam os malditos porcos capitalistas, mas vivem de tênis Nike no pé e com uma lata de Coca na mão.

Tem também outro tipo de jovem revolucionário. Outro moda. Que demostra ser grande conhecedor de história e filosofia, é o vegetariano que te acusa de estar matando uma vaca, que segue toda aquela viadagem de cultzinho. O cara que pra mim se resume em uma frase: "Vamos mudar o mundo: fumando maconha!".

No momento, o moda é o cara da camisetinha gola V. Mas tempos atrás era o cara do skate. E, futuramente, pode ser o cara que é peão de rodeio. Em resumo, o moda é o sem personalidade, o babacão, o cult, o revoltado, o bonitinho, o cara que prefiro chamar de "paiação do caraio que vai seguir o que a situação destaca".

Portanto, o moda é um cabaço. E sim, eu me importo com ele. Porque ele ridiculariza e banaliza grandes textos de Charles Chaplin, canções de um artista como Bob Marley, personalidades e ideologias que desejam passar uma mensagem verdadeira e de valor para todos nós, meros mortais.

Então, se você é um moda. Saia deste blog, você não é bem-vindo. A sua mãe é burra e o seu pai é um escroto. Agora, caso você não seja um moda, mande este texto para um moda, só pra ele saber que não é bem-vindo, a mãe dele é burra e o pai dele é um escroto. 



Escrito por Paulo Batistella às 16h39
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Estão cagando pra você, seu paiação!

Embora faça muito tempo que eu não vou a um espetáculo circense, eu gosto do circo. Algumas coisas só, odeio aquela moto rodando dentro de um globo de ferro e tenho nojo dos cachorros-quente que eu acredito ter passado pela piroca do mágico. Eu gosto da alma do circo: o palhaço.

O palhaço é quem tem sensibilidade com o mundo. O palhaço demonstra sentimento em cada coisa simples, quando cai no chão ou quando leva um susto. O palhaço entrega tudo que é naquilo que faz. E por isso, o palhaço é ridicularizado. Não merece respeito. É taxado como bobo.

Eu sei que isso ficou um pouquinho poético e um muitinho gay, mas temos que admitir que o estudante, hoje, é tido como palhaço. O ENEM mal feito e cancelado mostrou isso. Estudante não merece respeito, é o palhação. Mas é bom lembrar que do mesmo modo que o palhaço é a alma do circo, o estudante é alma deste país.

O país parece sujo. Mas é a carcaça que está suja. Impregnada por essa corja maldita chamada política. A alma é boa. O Brasil tem um povo bom. Que luta, corre atrás do que precisa. Mas parece ruim por causa destes corruptos de sempre que mergulham o país na merda.

Teoricamente, o ENEM arrecadou R$161.000.000,00, porque são 4,6 milhões de estudantes pagando uma taxa de R$35,00. E com essa grana toda, eles não conseguem fazer esta porra funcionar. Tão roubando ou tão enfiando no cu o dinheiro do povo.

O ENEM tá todo fudido, até a Suzane von Richthofen tem mais credibilidade que essa prova. O próximo garoto-propaganda deles vai ser o Sérgio Mallandro, porque a cada prova é uma pegadinha, RÁÁ! Mas é bacana por parte do governo não querer que o estudante entre na faculdade, até porque sem estudo a gente vai mais longe, taí o Lula pra servir de exemplo.

E me vem na cabeça um questão: Que poder tem uma juíza do Ceará pra anular uma prova que correu no Brasil todo? Um juíz consegue fazer isso, mas não consegue por exemplo colocar o Maluf na cadeia, um cara que o número de crimes cometidos é maior do que o número de inscritos no ENEM.

O pior de tudo é que eu não sei de quem é a culpa. Se é do MEC, do Inep, do Ministério da Educação, do Fernando Haddad, do Bozo, do Cumpadi Washigton, do Beto Jamaica ou sei lá eu de mais quem. Então por via das dúvidas, todos estes citados, com excessão dos mestres do Tchan, façam o favor de ir tomar no olho do cu.



Escrito por Paulo Batistella às 22h16
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E eu quis escrever um texto, que pudesse te fazer sentir..

Ao homem, Deus deu um pênis. A mulher, uma vagina. E ao indeciso, roupas coloridas. Brincadeira! Não quero ofender ninguém. Pra mim coloridos são verdadeiros anjos: não tem sexo.

Antigamente, a galera ouvia Legião Urbana. Banda influenciada pelo punk rock. Hoje, a galera ouve Cine. Banda influenciada pelos teletubies. Cazuza cantava Ideologia: "Meus heróis morreram de overdose". O que seria dessa grande letra na boca do DH: "Meus heróis são os ursinhos carinhosos".

Mas até que a música desses caras tá servindo pra alguma coisa. Tem muita grávida que nem faz mais ultrassom, bota "Levo comigo" pra toca. Se o bebê chuta a barriga é porque é menino.

A velha geração de homens ogros tá precupada com seus filhos afeminados, tão fazendo de tudo pra dar exemplo de macho de verdade pra mulecada, não é a toa que elegeram a Dilma.

Fã de Restart, Replace, Fiuk, Hevo 84, Cine e compania é como a chamada tênia(solitária): um verme hermafrodita. A diferença é que a causadora da teníase morre na merda e o fã colorido não morre, merda!

Outro dia eu vi o Replace no programa do Leão Lobo, ele saiu do estúdio, fico puto, dizendo que nunca viu tanta viadagem.

Estranho são coisas como o Restart ganhar cinco VMB's e ser vaiado. Um cara me disse que foi porque o público alvo da banda não tinha idade pra entrar no local. Puta merda, ein! Falta de organização da MTV. Se o evento fosse no parque temático Mundo da Xuxa, concerteza os fãs e as fãs, digo, as fãs iriam estar presentes.

Mas, enfim, mesmo sabendo tudo que eles têm de ruim, você há de concordar comigo, a melhor coisa é o Restart. É dá um restart nessa porra e começa tudo de novo.

 



Escrito por Paulo Batistella às 01h21
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A Sociedade dos Poetas Mortos.

Eita! Meu blog está às moscas. Consequência por ser uma bosta. Falando em bosta, acabaram as eleições. Feriadão de Finados sucedendo a votação, meio que óbvio, até porque entre Serra e Dilma qualquer um prefere a morte.

Você que votou nulo, justificou ou nem fez questão de ir votar por ter voto facultativo, como é o meu caso, não se preocupe com os inconvenientes que irão lhe encher o saco dizendo que não pode reclamar nos próximos quatro anos. Se eu não votei, não posso reclamar. Então por que diabos eu pago imposto?

Mas voltando ao Dia de Finados. Se você é homem e tem mais de 70 anos, acenda uma vela para o seu pinto. Caso você, leitor, me siga no twitter, desculpe-me por eu ter contado essa piada infame duas vezes.

Quantas pessoas têm medo da morte. Aposto que nunca viram o Amaral, ex-Palmeiras. Todo mundo vai morrer um dia. Com exceção da Hebe. Mas vamos todos morrer. Então pra facilitar sua vida, ou melhor, a sua morte. Vou descrever como será seu funeral.

Se você for pobre, vai ter muita gente no seu velório. Gente pra caralho. Metade não vai saber quem é você. Você não é querido, a falta de boa programação na televisão que tornou sua morte um evento. Vai ter crianças. Que também estão pouco se fudendo pra você. Só querem brincar com outras crianças, cutucar seu nariz e assinar o nome naquela lista que está bem na entrada. E caso você seja homem e casado, sua mulher vai ficar ameaçando se jogar na cova, dizendo que quer ir junto.

Se você é rico, podemos apresentar duas vertentes: velho escroto e jovem playboy. Se você se encaixa na primeira opção, boa parte dos presentes serão seus empregados, que pretendem fazer uma média com o chefe até mesmo quando ele está morto. Se você é homem, outros só pretendem, futuramente, comer sua mulher. E vai ter mais um grupo de velhos escrotos iguais a você que irão morrer em poucos meses. Mas se você se encaixar na segunda opção, um jovem playboy, sua morte deve ter sido ou porque estava drogado, ou porque estava drogado e bateu o carro. Vai ter muita gente chorando. Outros jovens playboy farão uma manifestação sem sentido. E por mais cabaço que você tenha sido em toda sua vida, você será santificado pela sociedade.

Por fim, se você é famoso ou é o protagonista que morreu na novela, todos estarão de blazer preto. As mulheres de coque e os homens com Ray Bans new wave escuro. Vai estar chovendo. E você será enterrado em um cemitério de grama. No qual não existem túmulos, apenas lápides e uma árvore solitária.

É isso aí. Deseje ao falecido que você irá visitar um Boa Sorte ou Boa Morte, sei lá eu. E lembre-se sempre: "A morte é igual Chuck Norris, quem conhece não fica pra contar a estória". Sou um poeta.



Escrito por Paulo Batistella às 16h45
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Eleições 2010, fudendo com você.

Domingo, a maioria dos brasileiros vai até as urnas escolher o melhor para o Brasil. Pronto, essa é a piada. O melhor para o Brasil não vai ser escolhido. Isso não acontece há muito tempo, desde quando existem eleições. E pelo que vejo nesses últimos dias, não é com essa eleição que teremos os melhores candidatos. É a primeira vez que vou votar e já me sinto uma solteirona no clube das mulheres, escolhendo quem vai me foder. Esse post vai ser meio que uma colcha de retalhos. Com coisas que disse em rodas de amigos, no twitter, em tópicos de orkut, conversas de msn, escrevi no meu caderno de memórias. Além do que sairá agora, no decorrer da produção deste lindo post.

O Brasil tem um grande problema. Um ciclo que posso simplicar em "falta de educação -> povo burro -> mals políticos eleitos -> falta de educação".  Não existem políticos interessados em investir em educação. Estes são mals políticos que sabem que serão eleitos quando manipulam uma população que não é incentivada a pensar, refletir e criar boas conclusões a respeito do cenário político de seu país. A população sem educação elege mals políticos e eles, como já foi dito, não investem em educação para que possam manter seu poder e essa situação de merda encontrada neste país.

Um deputado, que vota o próprio salário, recebe por mês, incluindo uns auxilios e outros trocados, R$166.512,09. É foda né. Cadê a valorização dos nossos representantes? Aliás, não entendia quando candidatos diziam que iriam me representar, que seriam eu na Câmara, agora entendo, é porque eu não trabalho. Enquanto essa alcatéia recebe essa bagatela, o piso salarial de um professor a partir do primeiro dia do ano que vem será R$1.024,67. CARALHO! Tão jogando dinheiro fora! Onde já se viu pagar tudo isso pro cara que forma as próximas gerações? Não, não. Pode rever essa porra dessa lei. E o nosso presidente ainda disse que o seu governo iniciou uma "Revolução" na Educação. Sabendo que revolução significa mudança, deve ter mudado do estado ruim para o cocô.

Conferi nesse link dá UOL "http://migre.me/1sc37" o valor em bens que cada candidato declarou para a Justiça Eleitoral. Primeiro, fiz questão de ver Marta Suplicy e Maluf. A Marta em especial porque eu vejo nela um carisma, um amor ao movimento social, ela é do povo, do tipo "Ai, vem cá pobre, vamo tira um foto pra minha campanha. Isso, mas num sorri não seu retardado que você não tem dente. Pronto, agora sai daqui. Argh! Tenho mesmo que coloca esse boné nojento da CUT fedendo a miséria? Ai, Assessoria, vem cá. Assessoria! Me limpa, pelo amor de Deus". Isso que eu vejo nela.

Enfim, a véia nojenta declarou R$11.992.636,40. Vocês já num acha que tem dinheiro de sobra pro Supla brinca de rockeiro? E O Maluf declarou R$39.480.780,96 em bens pra Justiça Eleitoral. E esse valor não inclui as contas na Suíça. Depois, parti pra ver os presidenciáveis. A Dilma só declarou R$1.066.347,4. Óia!Óia! E num é que esse negócio de sindicalista no Brasil até que dá certo. Se ela junta com o Michel Temer, R$ 6.052.779,19, dá pra criar mais um "bolsa-compre o voto de um pobre". O Serra só R$ 1.421.254,87. Acho que dava pra resolve o problema da saúde. Pra quem tinha quitanda no Mercadão de São Paulo, inté que tá crescendo o minino. A Marina coitada, tem uns terreno e uma casa no Acre. Declarou R$ 149.264,38. Mas em compensação, o vice dela, Guilherme Leal, declarou R$ 395.823.596,98. Ele é empresário mas tenho certeza que tá tudo aplicado em desenvolvimento sustentável. O Plínio, tá véio mas tá pago. R$ 2.147.104,06 declarados.

Quando JK construiu Brasília, queria uma capital perfeita. Lúcio Costa e Niemeyer atenderam ao pedido do presidente, não retrataram na arquitetura da cidade o que é o país. Mas de nada adiantou, quem ocupa o local, hoje, faz questão de mostrar a realidade deste país. Realidade pobre, corrupta e estagnada numa zona de conforto. Pretendo nunca depender de politicagem alguma. E quem sabe mudar esse país de outra forma, porque com o voto tá difícil.

Gostou? Comente! Não gostou? Bem-vindo ao clube! Siga-me no twitter @PauloBatistella :D

                                                                                                                                

 



Escrito por Paulo Batistella às 19h32
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As pantufas nem sempre são tão fofas.

Hoje, estava eu lendo o jornal Estadão, quando me deparei com um trecho um tanto quanto interessante de uma certa notícia. Nem era tão interessante assim, é que eu tava querendo arranjar uma desculpa pra falar que assino jornal. Mas, continuemos. A notícia de título "No interior paulista, rejeição ao PT ainda é alta" tinha o seguinte trecho: "Lula, com aquele negócio de greves que ele fazia, não gosto", acrescenta Carmelindo Fragoso, de 77 anos, ex-dono de um salão barbearia, conhecido no bairro Paulista, em Piracicaba, por andar com um galo de Angola de estimação que trata como se fosse um cachorro.

O cara não gostava das greves. Agora, me digam, que direito tem de não gostar de algo um sujeito que cria um galo da Angola como se este fosse um cachorro? E eu não estou considerando o fato desse ser humano ser um ex-barbeiro que se chama Carmelindo.

Não estou defendendo a Dilma. Não sou petista. É que não gosto de gente idiota. Por isso não sou petista. Não gosto dessa gente que cria esses animal que é estranho ou que faz coisa estranha. Essa gente escrota que cria galo da Angola, cachorro que anda de skate, papagaio que canta o hino nacional. Não gosto dessa gente que vemos, costumeiramente, no Globo Repórter, Ratinho ou algum "Me leva, Brasil" com Maurício Kubrusly.

O que me intriga nesses animais tipo "papagaio que canta o hino nacional" não é o papagaio cantar o hino nacional, é o fato de que o dono do papagaio incentivou o animal a fazer isso. E eu chamo o papagaio de animal, sendo que é o dono quem assume este papel. Por que o ser humano faz isso? "Aí, mas é legal ter um cachorro que anda de skate, porque é uma coisa diferente". Porra, enfia um tijolo no cu que também é uma coisa diferente. Essas pessoas não precisam de um bicho de estimação, precisam de um livro, de um emprego, de alguém do sexo oposto.

E quem promove essas pessoas na mídia são jornalistas que não tem pauta. E, coincidentemente, não tem cérebro. São jornalistas desinteressados, sem conteúdo, que não pretendem passar mensagem alguma para o seu público, enfim, são cabaços. E o Globo Repórter é constituído por uma verdadeira legião de cabaços.

O Globo Repórter só tem três matérias. O cachorro que anda de skate, as ervas medicinais que abaixam os triglicerídeos, e o maravilhoso encontro do homem com a onça-pintada do Pantanal. O encontro que na verdade nunca acontece. Sempre, no final da expedição, o biológo chefe não consegue pegar a onça com a armadilha mas consegue realizar um puta feito, encontrar a pegada da onça. Ou seja, os três dias embrenhados no mato, passando frio e fome e levando picada de pernilongo não serviram pra porra nenhuma.

A televisão brasileira tem a concepção de que "Repórter" signica "babaca que se embrenha no mato". Porque o Globo Repórter é assim, o SBT Repórter também, a Record não, lá é diferente. "Babaca que se embrenha no mato" pra eles se chama "Richard". Além destes programas ainda nos deparamos com animais em alguns quadros de programas de domingo a tarde. Tem o Dr. Pet na Eliana, tem o Lawrence Wahba no Faustão, inclusive o animal mais escroto que ele já mostrou foi o Faustão.

Isso aqui ficou um pouco extenso, mas sei lá, cansei. O povo dá muita audiência pra coisa idiota. Como no seu caso, está lendo um texto meu. Precisava dizer isso tudo, pretendo ser jornalista e se algum dia eu assinar uma matéria falando do teu periquito que grita "vai, curintia", pode enfiar um tijolo no meu cu.

Ps: Se você conseguiu relacionar o título do texto com qualquer coisa do texto, dá uma acalmada com esse negócio de usar entorpecentes.



Escrito por Paulo Batistella às 03h29
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É chegada a hora.

Sim. Como diz o título desta mensagem, é chegada a hora. Mas hora de que? Se você é gordo, a hora de comer. Se você é religioso, a hora de ouvir o novo cd do padre Fábio de Melo. E se você é um pessoa sensata, a hora de fechar esta página. Nãão! Brincadeira. O padre nem lançou cd novo.

É chegada a hora em que este blog poderá sair das telas dos computadores e se transportar até as páginas de um livro. Estou participando do 2º Prêmio BlogBooks. E o que é isso? É um concurso em que os melhores blogs do Brasil podem virar livro. Você pode achar meu blogs um dos piores do Brasil mas foda-se, me ajuda ae. Tô na categoria "Humor" e preciso que você vote. Vote muito. Muito mesmo. Aí então, o http://blogdopelvis.zip.net se transformará em um livro!!

Ao lado de alguns clássicos, haha, clássicos, olha isso. Este livro será obra obrigatória no ENEM e na FUVEST. E antes mesmo de tudo acontecer já me ligaram dizendo que ganhei uma cadeira da Academia Brasileira de Letras. Uma não, seis cadeiras. E mais uma mesa com tampão de mármore. Ganhei tudo numa rifa beneficente que eles fizeram.

A idéia inicial é um livro. Depois um calço pra alguma mesa. Um instrumento pra agredir seus irmãos. E até um substituto nas más horas em que acaba o papel higiênico. Essa última não é muito legal, até porque só vai sujar mais ainda o seu ânus. Mas olha só, se eu vencer, prometo que dou um exemplar pra cada um. Afinal, em ano de eleições a idéia é comprar voto.

O link para votar é o seguinte: http://www.blogbooks.com.br/blogs/votando/Ym xvZ2Jvb2tzXzEyMTY=. Ou então clique neste aqui no canto direito que diz "Este blog pode virar livro".

Enfim, não vote em branco, vote no preto. Obrigado!



Escrito por Paulo Batistella às 23h07
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Protestar não é ser idiota.

Nesses últimos tempos, tenho analisado muito o cenário político e a expectativa pré-eleição no Brasil. E existem coisas que me deixam, realmente, preocupado e nervoso, ao mesmo tempo. Uma delas são os candidatos para ocupar as cadeiras do senado e da câmara. Pérolas como Tiririca, Serginho Malandro, Moacir Franco, Batoré. Quatro humoristas, e ainda tem lei que proibe fazer piada com qualquer candidato durante as eleições. Aliás, Batoré? O que esse cara vai fazer? No máximo, chama o Carlos Alberto.

E a lista de várzeas é extensa. Tem Vampeta, Marcelinho Carioca, dois ex-corinthians, ou seja, político é mesmo ladrão. O lado musical é representado por Kiko e Leandro, aqueles cara do KLB. Além de Tati Quebra-Barraco e Reginaldo Rossi. E pra fecha a lista, eu completo com Romário, Ronaldo Ésper, Tulio Maravilha, Frank Aguiar, Mulher Pêra e Mulher Melão. Estas duas últimas eu aconselho votar, vamos colocar uma fruta no Congresso, to cansado de só ver pizza.

Até agora, eu só disse a parte que me preocupa, esses caras serem candidatos. Mas o que me deixa nervoso, é saber que existem pessoas que vão votar neles. Nãão! Pelo amor de Deus, não faz isso. As pessoas vêm com o pretexto de que vão votar nestes caras como forma de protesto. Mas que merda de protesto é esse? Se a coisa tá ruim, você coloca algo pior pra mostrar que protesta e está descontente.

Seguindo este mesmo raciocínio. Façamos de conta que você vai fazer um transplante de rim. Mas pensa que a saúde está um cocô, os médicos não são tão bons e a estrutura hospitalar não é tão boa para te atender. Então, como forma de "protesto" decidi que não vai para hospital nenhum. Vai fazer sua operação no açougue "Boi Gordo", que é um estabelecimento regido pelo Maurão. Ele não é médico, mas lava as mãos quando toma banho. Vai transplantar o rim lá mesmo. Não tem rim de um ser humano pra colocar em você, mas que seja um de porco mesmo. Afinal, você opta pelo pior mas vai estar protestando.

Presta atenção. Vamos mudar o que está acontecendo, mas de forma racional. E não adianta votar, esperar quatro anos e dizer "os político só sabe roba nóis". Escolhe teu candidato e fica no pé dele até o fim de seu mandato. Cobra, exige, faz o seu voto valer. Se acha que tô falando tudo isso porque vou votar pela primeira vez, eu não tirei título pra saber como é o barulho da urna eleitoral depois que aperta confirma, eu quero saber o barulho que esse povo faz pra mudar este país.



Escrito por Paulo Batistella às 22h53
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Cansado, mas ainda falo merda.

Minhas férias estão acabado, então vou vegetar o máximo possível e, consequentemente, escrever o mínimo possível. Então não vou nem formular um texto, no máximo uma pergunta. Estou cansado. Cansado, que vêm do latim de campsado, lembra cansar, que também vêm do latim de campso, que significa rodear, andar em volta. Eu não sabia disso, só vi no wikipédia. Enfim, estou rodeado. Rodeado de coisas chatas. Tô cansado de tudo. Inclusive de conversas de msn. E vou usá-las como assunto para a minha pergunta. Na verdade, não é uma pergunta, porque você não precisa responder. Serve apenas pra ler, refletir e me xingar. Por que conversas de msn com pessoas que você não tem intimidade mas que cumprimenta quando vê de vez em quando são assim?

-Eae!

-Oi *-*

-Tudo bom? :D

-Bom e vc?

-Bl, que anda fazendo?

-Nada! hahaha! E vc, novidads?

-Nem tbm! kkkkk

                                            Última mensagem enviada há 3 horas atrás.



Escrito por Paulo Batistella às 18h50
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